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Nova moda das franquias: abrir em locais inusitados, da garagem ao estádio

São Paulo – Foi-se o tempo em que os franqueados tinham de se decidir entre abrir uma unidade na rua ou no shopping center. Buscando explorar pontos comerciais menos concorridos (e reduzir de forma inovadora os custos de implantação), diversas redes franqueadoras estão apostando em franquias em locais inusitados, dentro de outros empreendimentos.

A rede de alimentação Giraffas, por exemplo, lançou contêineres para serem instalados em estradas. Em parceria com o Santander, a argentina Havanna abriu sua primeira loja em uma agência bancária em terras nacionais. Agora, academias, estádios de futebol, lojas de departamento, postos de gasolina e salões de beleza já dividem seus espaços ociosos com franquias.

De acordo com a Associação Brasileira do Franchising (ABF), 45% dos municípios brasileiros possuem a presença de redes franqueadoras. “Uma estratégia para chegar a essas regiões é oferecer modelos de menor investimento”, afirmou Altino Cristofoletti Junior, presidente da ABF, na abertura da feira de franquias ABF Franchising Expo. “As equipes das franqueadoras têm se especializado, trazendo profissionais focados em novos canais.”

EXAME conversou sobre o tema com quatro redes franqueadoras presentes na ABF Franchising Expo. O evento, que acontece até o próximo sábado (30), reúne 400 marcas expositoras no Expo Center Norte (São Paulo).

Garagens

A rede de cursos profissionalizantes em costura e modelagem de roupas Sigbol Fashion lança na ABF Franchising Expo um modelo para quem quer abrir uma franquia na própria garagem. Em um espaço de 16 m², o franqueado poderá operar a microfranquia sozinho.

De acordo com o diretor da Sigbol Fashion, Aluízio de Freitas, o modelo é mais indicado para cidades a partir de 50 mil habitantes ou grandes bairros de capitais. “A ideia é dar oportunidade para as pessoas que já tem um pequeno ateliê se tornarem empreendedoras, colocando máquinas de costura e mesas para as aulas.”

O modelo, chamado Basic Fast, pede um investimento inicial é de 17 mil reais, enquanto o formato mais robusto da Sigbol Fashion pede um aporte de 114,6 mil reais. O prazo de retorno é de seis meses, com faturamento médio mensal de 13 mil reais. A taxa de lucratividade média é de 33% sobre o valor.

Fonte: Exame PME